E você, colocaria sua filha em uma Escola de Princesa?

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Uma escola em tons de rosa, sem meninos e com aulas de etiqueta. A discussão sobre a Escola de Princesas causou grande reboliço nos últimos dias. O motivo foi a inauguração da franquia paulistana, dia 19 de outubro, em Moema, pela apresentadora Silvia Abravanel. Apesar da polêmica, Vale Saber que desde a inauguração da sede, em 2013, mais 8 mil meninas passaram pela escola.

Mas, qual o objetivo de criar um mundo exclusivo para garotas, no momento em que a igualdade de gênero se faz cada vez mais crescente? Que tipo de princesa queremos para o dia de hoje? Por que as princesas tradicionais ainda reinam no consciente de muitas meninas, principalmente as pequenas? Que tipo de influência as princesas exercem?

A direção do Bom Dia & Cia., programa apresentado pela nova franquiada da empresa mineira, disse em nota que “Silvia ficou encantada com o sonho dos proprietários (da Escola de Princesas) e decidiu apostar na bonita missão de resgatar valores e formar caráter em um cenário lúdico, no qual a criança pode e deve ser criança. (Para ela) A princesa da vida real pode ser moderna, mas nunca deve perder seus princípios”.

Para entender melhor qual a intenção do projeto, o ValeKids conversou com Nathália de Mesquita – mãe de dois meninos – e fundadora da escola.

Entrevista Escola de Princesas

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Como surgiu a ideia da Escola de Princesas?
Surgiu literalmente de um sonho. Sou formada em Letras, Psicopedagogia e sempre trabalhei com crianças. Uma noite, sonhei que trabalhava em uma escola de princesas, ensinava boas maneiras, etiqueta, culinária, arte, oratória. E achei incrível. Contei o sonho para o meu marido, que é empreendedor, e ele apostou na ideia. O sonho foi em junho de 2012 e em janeiro de 2013 abrimos a escola.

Há quantas unidades?
Temos a sede, em Uberlândia, e no ano passado abrimos duas escolas em Uberaba e Belo Horizonte. São Paulo é a quarta unidade.

Quantas meninas já passaram pela escola?
Só em Uberlândia, mais de 6 mil, entre cursos e eventos. Já recebemos meninas da Alemanha, Bélgica, EUA, Itália e México. Ao todo, mais de 8 mil meninas.

Qual a faixa etária mais procurada?
Recebemos meninas de 4 a 15 anos. Com 3 anos e meio, se a criança for mais independente, pode vir. Mas, entre os cursos, a faixa etária mais procurada é até 11, 12 anos.  As mais velhas preferem aniversário de 15 anos, com dia de princesa. Já tive até dia da noiva de princesa. Agora estamos planejando um trabalho com as rainhas. Sonho é sonho, a gente não limita.

Qual o currículo da escola?
Bem, não é uma escola oficial, não está vinculada ao MEC. É uma prestação de serviço, com cursos e eventos. Todas as franquias oferecem os mesmos módulos e a mesma grade. Em primeiro lugar, as princesas devem organizar o quarto. Pois se ela fizer isso direitinho terá chance de organizar melhor suas tarefas e, futuramente, sua empresa.

Quais são esses módulos?
‘A Identidade da Princesa’, ‘Os Relacionamentos da Princesa’, ‘Etiqueta de Princesa’, ‘Estética de Princesa’, ‘O Castelo da Princesa’ e ‘A Princesa e a Rainha’. Há também os eventos: ‘Chá de Princesas’, ‘Encontro de Princesa’, ‘Aniversário da Princesa’ e ‘Tarde de Princesas’.

Qual o valor?
Para eventos, a partir de R$ 120, no interior; e a partir de R$ 150, nas capitais.

Que legado vocês esperam que suas princesas deixem?
Eu espero que elas se tornem grandes mulheres, no caráter e no comportamento. Que sejam grandes empreendedoras, mesmo sendo sonhadoras. Que elas aprendem a respeitar, para serem respeitadas. Princesas que encantam, mas são corajosas e fazem coisas boas. Preparamos as princesas para a vida real. Elas precisam saber que não devem desistir de um sonho, pois o sonho pode se transformar em realidade.

Qual o desejo dos pais, mães e responsáveis no momento em que procuram a escola?
Desejam que as filhas sejam preparadas para os desafios da vida, para um intercâmbio, uma entrevista de emprego, por exemplo. Hoje em dia, a maioria dos pais trabalha fora. Eles não têm mais tempo para o papel da mãe e da avó, de explicar as tarefas da casa, como se comportar, como preparar um lanche. Então, a Escola tornou-se referência.

Por que não é permitido o ingresso de meninos?
No meu sonho eu só dava aula para meninas. Além disso, escolhi meu público, como qualquer empresa.

Qual a missão da sua escola?
Resgatar valores, respeito, caráter, (bom) comportamento e autoestima. A princesa não é aquela que tem coroa, vestido caro e cavalo branco. Elas devem ser princesas no coração, nas atitudes. Cada princesa deve reconhecer seu valor, sua beleza e, com isso, sua autoestima.

A maquiagem utilizada nas crianças é produzida com ingredientes naturais ou é antialérgica?
Para as mais novas, basta um gloss. Orientamos a maquiagem das mais velhas. Tenho dois meninos de 13 e 16 anos e, na escola onde estudam, às 7h da manhã já tem  menina de batom vermelho e lápis bem preto nos olhos. Nossa missão é orientar, não proibir. No ato da matrícula as meninas preencher uma ficha e ali indicam se têm alergia ou não.

O que uma princesa pode ‘sempre’, ‘às vezes’ e ‘nunca?
Sempre pode sonhar, ser amável e deixar algo de bom.
Às vezes ela pode pensar nas atitudes antes de tomar decisões. Ter prudência.
Nunca pode desistir dos sonhos. Se não deu certo hoje, pode dar certo amanhã.

Como Silvia Abravanel conheceu a Escola de Princesas?
Uma produtora do SBT falou sobre a escola. E também falou sobre a Ana Vitória Zimmernann, a Marcelina , de Carrossel, que é nossa garota propaganda.
Demorou um tempo para nos encontrarmos por conta das agendas, mas ela se encantou com o projeto. E nós, com ela. O SBT é a emissora que mais se preocupa com as crianças. Além disso, a Silvia é muito ligada aos valores familiares.

Qual a expectativa da escola em São Paulo?
O espaço está lindo e já tem vários eventos marcados. Dia 29, por exemplo, haverá uma Tarde de Princesas, com passeio de Limousine.

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Local: Escola de Princesa.
São Paulo: Av. Indianópolis, 714, Moema,  (11) 2589-6185 ou (11) 98478-3317.
Minas Gerais: Belo Horizonte, Uberlândia e Uberaba.

Website 

O VALE SABER  foi escrito por Fernanda Araujo.
Fernanda  é jornalista, professora e pesquisadora. Trabalhou mais de 15 anos no jornal O Estado de S. Paulo, foi editora-assistente e autora do projeto ‘Sem Barreiras – Blitz Sensorial’ (1º lugar no Prêmio Estadão de Jornalismo, na categoria Serviços). É também aprendiz de cozinheira (segundo suas filhas).

  1. Milena de souza ferreira says:

    Adoraria conhecer e ser uma princesa

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